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Eis a verdade sobre ele. O rapaz fazia tais vestimentas com o melhor de si em cada peça. Utilizava de seus próprios sentimentos para confeccionar as roupas, de forma que dava de presente seu olhar sobre a amizade, sobre a fé e até sobre o medo. E isso que tornava cada peça feita por ele mais maravilhosa e única, até mesmo quando eram simples. Um amigo intimo seu recebia, por exemplo, um casaco vermelho ou um simples cachicol amarelo, com os dizeres “Porque você me aquece quando o tempo esfria”. Uma pessoa de quem gostasse muito, em tempo difíceis de escuridão, podia receber do rapaz um sobretudo de couro forte e felpudo por dentro com um cartão escrito “Para que te protejas na hora mais escura”. Seus familiares, os mais chegados, quase sempre ganhavam de presente uma luva “Para andar de mão dadas” ou uma camisa “Para estar sempre num abraço”.
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Luiz, porque certas horas, escrever é como uma dose de Absinto....
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