Nem tudo na vida são flores. Tudo bem, sei que já ouvi isso antes, e diversas vezes. É que tenho certa dificuldade em aprender antigas lições. Como quando se diz que de amor não se morre. Ou que gato escaldado tem medo de água fria. Todos esses clichês as vezes precisam ser lembrados, porque facilmente são esquecidos.
Nada é tão fácil que não exija em si o mínimo de esforço. Até para respirar se movem os músculos. E disso sabemos, porque vivemos, mas nunca questionamos. Só precisamos de respostas para questões difíceis. As fáceis já vêm respondidas, ou não? Em nível de exemplo (e que nesse momento, me vem bem a calhar) é a questão do respeito. O que é isso: um conjunto de ações que tem por fim a facilitação da convivência, ou a necessidade do ego de se manter intacto?
O que me aconteceu para quedar tal filosofia foi que, sem que eu esperasse, me faltaram com a educação. E meu ego (ah, o Ego!) se rebelou. Eu quis gritar, quis morder e despender socos e pontapés. Mas na hora (e como tenho aprendido nesses últimos vinte e um anos) preferi esperar minha raiva esfriar. Acreditem, fica mais fácil digerir raiva quando fria, simplesmente pelo fato de que assim se pode refletir sobre o prato. A raiva vira culpa se não for bem digerida.
O fato foi que, no fim das contas, percebi que tamanho desrespeito direcionado a mim era nada mais era que um ato de agredir meu ego. E por isso eu quis me vingar. Sabe o ego? As vezes ele está errado. Nem tudo que fazemos, ou queremos, é de fato bom. Nem sempre nossas convicções são exatas e dogmáticas.
O que me remete a pensar em todas as experiências repetitivas que se passam em nossa vida. Todos os amores não correspondidos, todos os empregos abandonados, todos os cursos incompletos, todas as brigas no transporte público. Tudo que já fizemos (e que ainda faremos) são atos repetidos aleatoriamente, e sobre os quais nunca mudamos nossa postura. Os anos de tamanha repetição servem, no fim, para que possamos amadurecer. O que ontem com certeza foi um ato de desrespeito, hoje é uma crítica. Quem sabe o que será depois, quando meus olhos vestirem o amanhã?
As vezes é preciso engolir sapos. Ninguém é mal educado por natureza, toda ação tem início, e por vezes se inicia em nós. Fica sendo assim então, fácil é ser mal educado, difícil é assumir. Percebo que aquele momento onde me faltaram com respeito foi devido a minha própria inconveniência. E isso dói. Mas prefiro admitir a deixar o dito pelo não dito.
Se permitisse ao Ego a cegueira da falta de humildade, a culpa ficaria sem dono, e os sujeitos entrariam em conflitos por não compreenderem um ao outro. Não digo para amar aos seus inimigos, ou pedir perdão para cada falha que se iniciar em você. O conselho que dou é mais simples: engula sapos, e arrote flores. A educação já foi esquecida há tempos...
Felipe... Tava com saudade disso...
Toda ação tem início, como vc mesmo disse Fê, e qdo reconhecemos nosso erro, nossa parcela de culpa encontramos a verdade... Ou parte dela! Rs... Gostei do seu conselho! Se antes eu engolia sapos e vomita o brejo agora farei diferente: Arrotarei flores... Pelo menos vou tentar! Rs... ;)
ResponderExcluirBjs e escreva mais vezes...
Adorei o modo como vc se expressou, Fezinho. Mas eu diria mais: ame, sim, seus inimigos. E deixe pra lá.
ResponderExcluir[adorei o conselho sobre arrotar flores, hehe. eu quero, um dia, conseguir!]
=)
bjosS.